Arquitetura Nacional
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Pavilhão Brasil Expo Dubai

pavilhão brasil para expo dubai 2020
 

USO INSTITUCIONAL - CONCURSO PÚBLICO DE ARQUITETURA
LOCALIZAÇÃO DUBAI, EMIRADOS ÁRABES
ANO DE PROJETO 2018               
STATUS PROJETO CLASSIFICADO ENTRE OS SEIS FINALISTAS                                                                                                      

PROJETO ARQUITETÔNICO  EDUARDO L MAURMANN, ELEN B N MAURMANN, PAULA OTTO (sócios), LUCAS VALLI, YURI KOKUBUN, MARCUS ARNHOLD, ISADORA CORTE REAL, SAMUEL DALL ALBA, LUCAS PESSATTO, LUISA CASSOL PASQUALOTTO, MARCELO GASPAROTTO, ALICE MUELLER E EQUIPE ARQUITETURA NACIONAL
EXPOGRAFIA MARCELO DELLA GIUSTINA
CURADORIA EDUARDO BIZ
COLABORADOR STEFANO AITA

TOGETHER FOR DIVERSITY

É da mistura linda desse solo tão fértil que nasce a nossa nação. Uma grande e frondosa árvore, em cuja sombra repousa a essência do ser brasileiro: leve e feliz.

Qualquer tentativa de descrever o Brasil em palavras é muito superficial. Imagens são úteis, mas também não cumprem a tarefa. O país é tão rico e complexo que dificilmente algo que não seja um sentimento muito puro será capaz de transmitir o seu significado. Da sua natureza exuberante à sua cultura e seu povo, são infindáveis as variáveis. Por zisso, nada mais certo que a arte - forma muito mais primitiva e instintiva de representação - para passar a nossa essência aos visitantes da Expo.

O prédio em si conduz o espectador, de forma muito espontânea, às diferentes sensações do “ser brasileiro”. O conceito é de um percurso contínuo, com uma narrativa muito clara: mostrar de onde viemos - nossas origens, sonhos e expectativas - para então culminar em uma experiência sensorial muito poética, simbolizando a paz de espírito e alegria que são intrínsecas a todos nós, brasileiros.O acesso do usuário se dá por uma abertura franca na frente do prédio. A fila se forma pela lateral da edificação, onde desfruta da proteção da sombra das cordas na cobertura do prédio. A sombra, em conjunto com o espelho d’água que circunda o prédio, tornam sua espera mais agradável. Uma vez dentro, o usuário encontra-se em um grande grande hall, onde se localiza a loja e de onde se consegue ter um vislumbre da imponente escada central - ponto conector do projeto. À sua direita está o início do percurso da expografia, que se desenrola no térreo e segundo pavimentos. Ao final do percurso expográfico, o usuário é conduzido a subir à grande Praça na cobertura do prédio. Quarenta e quatro quilômetros de cordas pendem ao longo de toda a superfície dessa praça elevada. Elas promovem sombreamento e nelas se penduram dezenas de balanços.


A intenção dessa Praça é  promover o relaxamento e a diversão do usuário. A ideia é que o uso dos balanços seja livre a todos. Além da possibilidade dessa interação lúdica, também na Praça encontra-se o acesso principal do restaurante e lanchonete. Da arquibancada de acesso, se pode ver o público circulando pelas ruas da Expo. O som ambiente será uma composição de músicas brasileiras com sons da floresta. Uma grande poça d'água convida todos a tirar os sapatos e brincar. O objetivo principal é promover felicidade e bem estar.

Por fim, a saída se dá por uma escada lateral, que conduz o usuário novamente ao hall principal, fechando o ciclo de visita. Lá ele pode visitar a loja mais uma vez, se assim desejar. A nossa responsabilidade enquanto arquitetos de pensar em soluções condizentes com nosso tempo e de ter uma postura ativa na busca por soluções sustentáveis está presente ao longo de todas as decisões de conceito do pavilhão. As decisões tomadas nesse sentido foram baseadas no caráter efêmero do prédio: agilidade na construção e soluções passivas foram cruciais. Entendemos que qualquer investimento financeiro grande (mesmo que sustentável a longo prazo) não condiz com a proposta da Expo.