Arquitetura Nacional
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Piratini Advogados

ESCRITÓRIO PIRATINI ADVOGADOS

USO COMERCIAL
LOCALIZAÇÃO PORTO ALEGRE, RS, BRASIL
ÁREA CONSTRUÍDA 100m²
ANO DE PROJETO 2017
ANO DE CONCLUSÃO 2017
STATUS OBRA FINALIZADA                                                                                                                            

PROJETO ARQUITETÔNICO  EDUARDO L MAURMANN, ELEN B N MAURMANN, PAULA OTTO (sócios),
LUCAS PESSATTO E EQUIPE ARQUITETURA NACIONAL

 

OBRA CIVIL EMPREITEIRA DO VALE

MARCENARIA MÓVEIS MONTE CASTELO
DIVISÓRIA ACÚSTICA WALLSYSTEM
MÁRMORE PISO MICHELANGELO MÁRMORES
MÁRMORE DE PAREDES E BANCADA PEDECRIL
PERSIANAS SCREENY DESIGN
SERRALHERIA LF PARTHENON
VIDROS VIDRAÇARIA ILLUSION
CFTV POLITEC
LUMINÁRIA RECEPÇÃO CAROL GAY

FOTOGRAFIAS MARCELO DONADUSSI

 

SOFTWARE ARCHICAD

Quando o Escritório Piratini, escritório de advocacia especializado em direito imobiliário, decidiu trocar de sede e se mudar para uma sala comercial de 100m² em um novo edifício da capital gaúcha, a necessidade de otimização no dimensionamento dos espaços internos se mostrou crucial. Como a sede anterior possuía uma área total 50% maior que o novo espaço, o projeto precisaria ser extremamente bem ordenado, permitindo uma segmentação dos ambientes conforme a necessidade dos clientes, assim como o melhor aproveitamento possível da área disponível.

 

Apesar do novo espaço ter sido unificado a partir de três salas independentes, o programa possuía uma divisão mais tradicional e compartimentada das áreas de trabalho, devendo contemplar salas de gerência, reunião, estações de trabalho geral, administrativo, recepção, copa e sanitários. A dificuldade inicial de organizar um programa relativamente extenso em um espaço com metragem limitada acabou por gerar algumas das soluções mais interessantes do projeto, como a divisão entre as áreas de trabalho e as áreas de serviço através de um grande móvel em marcenaria que percorre a planta em todo o sentido longitudinal. Neste móvel encontram-se mimetizadas portas pivotantes de acesso aos espaços de trabalho e reunião, assim como aberturas para grandes áreas de armazenamento, tornando esta grande divisória de marcenaria o elemento construído mais importante do projeto.

As salas de reunião de tamanho adaptável também funcionam como biblioteca e podem ser unificadas ou separadas através de uma divisória acústica modular, fixada na viga de concreto entre os dois ambientes, sendo outro ótimo exemplo da preocupação em extrair o máximo de aproveitamento possível, aumentando a versatilidade dos espaços construídos. Seguindo nesta linha de elementos adaptáveis, foi implementada uma nova porta de vidro automática na entrada principal, permitindo o controle do acesso por biometria. Durante o horário comercial esta porta fica em funcionamento enquanto a porta de madeira original permanece escondida no detalhe da marcenaria, voltando a ser utilizada ao final do dia para fechamento da sala.

Mantendo uma importante coerência volumétrica, todos os novos elementos construídos, como paredes e marcenaria, tem sua altura limitada pela face inferior das vigas estruturais existentes, sendo o fechamento superior entre todos os ambientes feito em vidro laminado. Além de auxiliar na distribuição de luz natural por todas as áreas do projeto, esta característica traz uma forte identidade unificadora aos espaços de trabalho, a qual poderia ser facilmente perdida devido à grande compartimentação. A mínima interferência nas lajes de concreto aparente, que recebem apenas a infraestrutura de iluminação e a rede de sprinklers existente como elementos fixos, reforça anda mais este aspecto do projeto.

O cuidado com as infraestruturas também foi um elemento importante durante o processo. Como o projeto previa forros de gesso apenas nos banheiros, os fechamentos superiores de todos os ambientes em vidro, os encaminhamentos das infraestruturas de elétrica, lógica e telefonia requereram uma atenção especial. Tirando partido dos grandes elementos em marcenaria foram criados complexos percursos de distribuição, atendendo a alimentação de todos os equipamentos necessários mas mantendo as infraestruturas escondidas.

As linhas minimalistas do desenho, a utilização de uma paleta de cores e materiais concisa, a preocupação com o aproveitamento do espaço mimetizando as áreas de armazenamento na marcenaria e o grande esforço despendido para manter o resultado final o mais “limpo” possível, dando destaque apenas para alguns elementos especiais, poderão facilmente ser interpretados como resultado de um projeto relativamente simples. Porém, caso este sentimento permeie aos olhos do observador, teremos a certeza de que o objetivo essencial do projeto terá sido cumprido, felizmente.