Arquitetura Nacional

Apartamento Mostardeiro

Apartamento Mostardeiro

Uso Residencial
Localização Porto Alegre – RS
Ano de Projeto 2015
Área 100m²
Status Obra Finalizada
Projeto de Interiores Arquitetura Nacional – Paula Otto, Eduardo Maurmann, Elen Balvedi Maurmann (sócios) e equipe Arquitetura Nacional
Fotografias Marcelo Donadussi
Quadro John Lenon Alexandre De Nadal

A reforma de um apartamento modernista dos anos 60, em uma das avenidas mais tradicionais de Porto Alegre, foi o desafio deste projeto. O apartamento estava totalmente descaracterizado após anos de intervenções (camadas de pisos e revestimentos sobrepostos ao longo do tempo). A proposta do escritório Arquitetura Nacional foi restaurar as características originais – piso de parquê e esquadrias (quando possível) e reinventar o que não havia mais como recuperar – banheiro e cozinha. Também se manteve os armários embutidos originais, característica que não se encontra mais nos apartamentos contemporâneos.

A antiga dependência de serviço, que estava totalmente subutilizada, foi aberta para a sala. A cozinha também foi conectada à área social e a antiga pia voltada para a parede foi convertida em ilha. O banheiro gigante (todo de azulejos azuis) estava bastante descaracterizado e foi dividido em dois, criando um banheiro funcional para o dia a dia e um lavabo, voltado para a sala.

A decoração reflete o estilo e a personalidade dos moradores: o casal, um publicitário e uma arquiteta, tem uma coleção de móveis e objetos de design que são herança de família ou que foram arrematados em viagens e antiquários. Esses muitos objetos permeiam a casa toda e, com a ajuda da paleta de cores escolhida, criam um espaço harmônico, fluido e visualmente rico. Os livros – elementos de valor sentimental muito grande – ganham destaque especial em prateleiras junto à mesa de jantar.

Neste projeto em especial, não houve a preocupação em criar muitos móveis sob medida: a ideia foi criar um pano de fundo neutro (paredes brancas, piso de parquê quer permeia todo os espaços sociais, inclusive a cozinha) para receber esses móveis e objetos soltos, criando maior flexibilidade dos espaços. A ideia é de uma casa preparada para se reinventar ao longo dos anos, sem precisar passar por mudanças muito drásticas.